Política de Privacidade

O que a Vialapsi faz com os dados.

Este documento descreve o funcionamento real do sistema: o que é guardado, o que é cifrado, o que sai do seu computador e para onde vai. Última atualização em 25 de agosto de 2026.

1. A quem este documento se dirige

A Vialapsi é usada por psicólogas e psicólogos habilitados, com CRP ativo. O paciente não acessa a plataforma e não interage com ela. Os dados de paciente que existem aqui foram registrados pelo profissional responsável pelo caso.

A definir antes de publicar

Papéis de controlador e operador (LGPD, art. 5º, VI e VII). Pelo desenho do produto — o profissional cadastra, decide e assina —, o arranjo natural é o profissional como controlador dos dados do paciente e a Vialapsi como operadora. Isso precisa ser confirmado juridicamente e refletido no contrato firmado com o profissional, porque define as obrigações de cada lado.

Proposta a revisar. Se a Vialapsi é operadora, ela trata os dados do paciente sob instrução do profissional — e é o contrato entre os dois que precisa dizer isso. É o ponto onde esta política e os Termos de Uso se encontram: um define o tratamento, o outro define quem responde por ele.

2. Dados do profissional

  • Nome e CRP — informados no primeiro acesso. Guardados em claro.
  • E-mail — usado para enviar o link de acesso. Não há senha. A autenticação é feita pelo Supabase Auth.

3. Dados de paciente

O quadro abaixo é literal: descreve como cada campo fica gravado no banco de dados.

DadoComo fica gravado
Nome civil do pacienteCifrado (AES-256-GCM)
Sintomas, conduta e notas do atendimentoCifrado
Relato e rascunho gerados na esteiraCifrado
Pontuação de instrumento (GAD-7)Cifrado
Identificação de tela (apelido)Em claro
Data da sessão e data da mediçãoEm claro
Indicador de risco e categoria do gatilhoEm claro — apenas sim/não e a origem (marcação manual, léxico ou classificador). O texto que disparou o sinal não é guardado aqui.
Atenção ao preencher a identificação de tela. Esse campo fica em claro no banco. Use um identificador que não seja o nome do paciente — as iniciais, um código, um apelido. O nome civil tem campo próprio e é cifrado.

4. Como funciona a cifragem

Os campos marcados como cifrados usam AES-256-GCM. A chave é um segredo de uma função de borda no Supabase: não fica no navegador, não fica no código da aplicação e não é acessível a partir da interface. Quem lê o banco diretamente vê bytes ilegíveis.

5. O que sai do seu computador, e para onde

Para a inteligência artificial (Anthropic e Voyage AI)

Quando você usa o atendimento assistido, o relato passa antes por um processo de pseudonimização: nomes, CPF, telefone, e-mail, CEP e datas são substituídos por etiquetas como [NOME_1]. O mapa que liga cada etiqueta ao valor real existe apenas na memória do servidor durante aquela requisição e não é gravado em lugar nenhum.

Antes do envio, uma verificação automática compara o texto com todos os valores reais que foram substituídos. Se qualquer um deles tiver sobrevivido, o processo é interrompido em vez de prosseguir.

  • É enviado — o texto do relato já pseudonimizado, para gerar o rascunho (Anthropic) e para buscar referências na base (Voyage AI).
  • Não é enviado — nome civil, dados de contato, áudio de sessão.

Para a Hugging Face

Ao usar a transcrição de sessão, o seu navegador baixa da Hugging Face o modelo de reconhecimento de fala. Só o modelo é baixado — nenhum áudio, nenhum texto e nenhum dado de paciente é enviado. Como em qualquer download, o endereço IP do seu computador fica visível para quem serve o arquivo.

O áudio da sessão

Não sai da sua máquina em momento nenhum. O reconhecimento de fala acontece dentro do seu navegador, enquanto você conversa, e o áudio é descartado ao final. O que permanece é o texto, para você revisar.

6. Onde os dados ficam

  • Banco de dados — Supabase, PostgreSQL 17, na região de São Paulo, Brasil.
  • Aplicação — hospedada na Vercel.

7. Isolamento entre profissionais

Cada profissional alcança apenas as próprias linhas. Essa regra é aplicada no banco de dados, por política de segurança em nível de linha — não é uma checagem de tela que se possa contornar mexendo na interface ou na requisição.

8. Registro de auditoria

Passos relevantes — criação de atendimento, assinatura de parecer, registro de medição, consentimento de gravação — geram um registro com data, hora e o tipo de evento. Esse registro é somente inserção: alterá-lo ou apagá-lo é bloqueado no próprio banco. Ele guarda metadados, não conteúdo clínico.

9. Cookies e rastreamento

  • Página inicial pública — não usa cookies, não grava nada no seu navegador e não carrega recursos de terceiros.
  • Área logada — usa um cookie de sessão, estritamente necessário para manter você autenticado. Sem ele, não há como continuar logado entre as páginas.
  • Não usamos — ferramentas de análise de audiência, publicidade ou rastreamento.

10. Seus direitos

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018, art. 18) assegura ao titular, entre outros, o direito de obter confirmação da existência de tratamento; acessar os dados; corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados; solicitar anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários ou tratados em desconformidade; obter a portabilidade; ser informado sobre com quem os dados foram compartilhados; e revogar o consentimento.

A definir antes de publicar

Prazo de retenção. A plataforma ainda não define por quanto tempo cada categoria de dado é mantida após o encerramento da conta ou a exclusão de um paciente. É preciso definir isso, considerando o prazo de guarda de prontuário previsto pela Resolução CFP nº 001/2009, e descrever aqui.

Canal de contato e encarregado. É preciso indicar um e-mail para exercício dos direitos acima e definir quem responde por proteção de dados (LGPD, art. 41).

Base legal. Cada finalidade de tratamento precisa ter a sua hipótese legal declarada. Dado de saúde é dado pessoal sensível (LGPD, art. 11) e tem regime próprio.

Proposta a revisar — retenção. A pesquisa não devolveu um número único. As Resoluções CFP nº 001/2009 e nº 006/2019 pedem guarda mínima de 5 anos para documentos decorrentes de serviço psicológico; a Lei nº 13.787/2018 pede 20 anos do último registro antes de eliminar prontuário de paciente. Atendimentos, pareceres e medições muito provavelmente são prontuário, o que puxa para o prazo maior. Consultado em 28/08/2026.

O ponto que muda o produto, e não só o texto: o dever de guarda é do profissional, não da plataforma. Apagar antes do prazo dele tira dele um registro que a lei o obriga a manter. Por isso exclusão de dados e exportação precisam ser decididas juntas — sem exportação, cumprir o direito de eliminação cria um problema legal para o profissional.

Proposta a revisar — encarregado e canal. Nomear encarregado e publicar um e-mail de contato. Sem canal, os direitos listados acima não têm como ser exercidos, e a seção vira letra morta. Quem ocupa o papel é decisão da Vialapsi.

Proposta a revisar — base legal. Dado de saúde é sensível e não admite legítimo interesse (art. 11). As finalidades precisam ser separadas — manter o registro clínico, gerar o rascunho, autenticar o profissional — e cada uma receber a sua hipótese. A escolha entre consentimento do titular e tutela da saúde por profissional é exatamente o ponto que exige advogado, não engenharia.

11. Alterações neste documento

Se o funcionamento do sistema mudar de forma que altere qualquer afirmação acima, este documento é atualizado junto e a data de atualização no topo passa a refletir a mudança.